Minha esposa está sentada ao meu lado no banco da frente da Catedral. Ela enxuga as lágrimas sob o chapéu com véu preto enquanto o padre lê as escrituras no altar. Seus movimentos são lentos, contidos, como se até o choro estivesse cansado. Ao nosso lado estão Francisco, Ruth e Ana, todos em silêncio respeitoso. Do outro lado do corredor está a senhora Bonanno, mãe de Rosália. Pelas minhas contas, ela ainda não derramou uma única lágrima por seu marido. Não parece abatida. Não parece destruída. Se existe dor ali, ela se esconde muito bem.
Os bancos da Catedral estão ocupados por muitos membros da Facção. Homens com quem Vittorio trabalhou. Outros com quem construiu amizades ao longo dos anos dentro da organização. Eu estaria mentindo se dissesse que não fiquei surpreso com a quantidade de pessoas presentes. Nunca imaginei que um homem considerado de pouca importância na hierarquia tivesse tantos que o chamassem de amigo.
Mas talvez eu não devesse me surpreender.
Se eu não tivesse sido