Meu estômago se revolveu, a bile subindo à garganta. Não era desejo, era poder. Meu coração acelerou, e eu endureci ainda mais a postura, como se meu próprio corpo pudesse me defender.E foi então que Erick se moveu.Rápido demais. Quase violento. Ele arrancou a mulher do colo e a empurrou para o lado. Não foi contra ela, mas a pressa foi tamanha que ela caiu, assustada, o baque seco ecoando pelo salão.Erick se levantou num único movimento, ombros tensos, maxilar travado, os olhos escuros e fixos em Gregor. O ar pareceu rarear, pesado, prestes a se romper. Ele avançou um passo — não muito, mas o suficiente para que Gregor percebesse.A mão de Gregor ainda segurava meu braço, e sua sobrancelha arqueou. O sorriso se desfez por um segundo, substituído por surpresa irritada.— Mas que diabos te mordeu, Erick? — a voz dele soou carregada, meio rindo, meio desconfiada, como quem tenta medir até onde aquele gesto era ousadia ou ameaça.O silêncio era sufocante. Meu peito subia e desci
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