O silêncio voltou a se instalar depois que Sofia saiu.
Mas não era um silêncio comum.
Era o tipo de silêncio que dói nos ouvidos, que pesa no peito, que deixa o corpo em alerta mesmo quando tudo parece imóvel.
Eu permaneci sentada no colchão, abraçando meus próprios joelhos, sentindo o tremor leve que nunca mais me abandonava. Meu corpo ainda reagia à presença dela. À voz dela. Ao olhar que me atravessou como se eu fosse algo descartável.
Sofia Deluca nunca me odiou em silêncio.
Ela sempre deix