Narrado por Alejandro Serrano
Não importava o quanto tentasse. Não importava quanto tempo se passasse. Ela ainda estava lá. Sempre.
Lisa Deluca.
O seu nome era um sussurro que atravessava minhas veias e queimava meu sangue. Uma presença que não podia ser afastada, mesmo quando a razão dizia que era impossível.
Tentei me convencer de que ela havia partido. Que sua ausência era inevitável, definitiva. Mas não. O eco da sua risada ainda se infiltrava nos corredores da minha mente. O peso do seu olhar, mesmo na distância, ainda me atravessava. A lembrança da sua fragilidade, da sua coragem silenciosa, da força que ela carregava escondida… tudo me consumia.
Nos últimos dias, comecei a ouvir burburinhos. Pequenos rumores, como folhas sendo esmagadas ao vento. Coisas sussurradas nos corredores do mundo que eu conhecia — aliados, subordinados, até conhecidos da máfia que nunca me chamariam a atenção diretamente.
“Algo está acontecendo na família Deluca.”
“Não parece bom.”
“Lisa…”
A palavra nã