“Às vezes, o silêncio grita mais alto do que qualquer palavra.”
Minha cabeça era um caos.
Primeiro, a conversa com Isabella, minha irmã. Depois, Don Marcello. Eu já não sabia no que acreditar. Queria manter a convicção de que ela me abandonou. Queria odiá-la por isso.
Mesmo com todas as respostas bem diante dos meus olhos, ainda assim… odiar Lisa parecia mais fácil do que continuar amando-a.
O noivado era uma farsa. Um teatro encenado diante de olhos cansados, sorrisos sem alma, brindes vazios. O champanhe escorria pelas taças, mas nenhum gosto me alcançava.
Eu estava ali — de pé, ao lado de Sofia — e, ainda assim, minha mente vagava por um tempo que não voltava mais. Um tempo em que o mundo ainda fazia algum sentido. Antes do silêncio de Lisa.
Ela partiu sem explicações. Sem um bilhete. Sem um último olhar. Desapareceu como um fantasma, deixando atrás de si um vazio que nem todas as festas do mundo poderiam preencher.
E agora, diante de mim, o homem que mais conhecia a ausência dela