Mundo de ficçãoIniciar sessãoSINOPSE Ao longos dos anos Lucas um policial temido e respeitado. Volta a sua antiga cidade, para comeca a comandar um quartel . O passado do Lucas foi de festa até que nesse caminho ele encontra Sabrina. Que começa a ficarem, e logo Sabrina engravida. Não querendo ter, Lucas convencer ela a ter a bebê. Nunca assumiu mulher, Sofia sua filha, onde hoje ele tem a guarda. Mora com seus pais Lucas viajou muito tempo, perdeu 5 anos da vida de Sofia. Ele retornara a cidade, e encontraram Clara a babá que tem o amor, carinho e admiração de sua filha e de seus pais.
Ler maisCristina Maia
São quase cinco da tarde quando chego em Porteirinha, minha cidade natal. Estou louca para ver meus pais e meu noivo Guilherme. Por quatro anos e meio estou longe de casa. Fui para a capital onde trabalhei e estudei e pouco vim para casa nesse tempo. Meus pais me visitavam pelo menos duas vezes no ano já que estava hospedada na casa da minha madrinha. Agora estou de volta, formada em contabilidade e louca para começar uma nova vida. Durante esse tempo juntei um bom dinheiro e agora vamos nos preparar para o casamento. Estou com o Guilherme há seis anos e combinamos nos casar depois que eu me formasse. Desço do ônibus já enviando mensagem para o Gui para avisar que cheguei e como ele não visualizou eu coloco o celular no bolso e apresso o passo para chegar em casa. Abro o portão e sou recebida por Thor, o pequeno cão maltês que dei à mamãe. Latino e pulando ele faz uma festa e logo mamãe sai com os olhos embaçados pelas lágrimas. - Cheguei mamãe, agora para ficar. Abraço ela forte e nós duas estamos chorando feito criança. - Venha, o seu quarto já está arrumado filha. Fez boa viagem? - Obrigada mamãe, fiz sim mas, estou louca por um banho. Afinal foram onze horas e meia de Belo Horizonte até Porteirinha de Minas e eu realmente estava exausta. - Então suba e descanse um pouco, seu pai ainda vai demorar um pouco a chegar e eu vou preparar algo para você comer. - Não precisa mamãe, fiz um lanche na estrada e não estou com fome. - Então descanse eu vou preparar o jantar. Minha mãe está empolgada e nem discuto. Vai levar um tempo para ela parar de me tratar como visita. Subo as escadas e entro em meu quarto e não tem nada fora do lugar. Enviei minha bagagem antes pela transportadora e mamãe já arrumou tudo, mesmo eu falando que podia deixar para eu arrumar quando chegasse. Mesmo porque só vou ficar aqui alguns meses, o tempo de agilizar o casamento. Eu e o Gui pretendemos morar em Montes Claros, cidade vizinha a Porteirinha, onde será mais fácil arrumar trabalho e ele já trabalha lá. Já na próxima semana eu vou até lá para olhar um apartamento e começar a resolver as coisas, acho cansativo ir de uma cidade a outra todos os dias. Olho em volta e pouca coisa mudou desde que parti, na mesa em frente a janela um vaso com rosas variadas, com certeza colhidas do jardim da minha mãe. A colcha e a cortina lilás com borboletas é um mimo, sempre gostei dessa cor e me sinto aquecida por estar em casa. Entro no banheiro e tomo um banho e em seguida deito em minha cama. Vou descansar um pouco antes do papai chegar. Escuto pessoas conversando lá embaixo e desço ansiosa para abraçar o meu pai. Mal terminei de descer as escadas e congelei no lugar. Tem um Deus grego sentado no sofá me olhando com curiosidade. Meu Deus, que homem lindo e eu vestida com um shortinho super curto e um Topper. Nunca me senti tão envergonhada e para piorar o homem parece estar escaneando até minha alma. Aí que vontade de correr de volta para o quarto, mas é claro que não tive essa chance. - Você se lembra do Arthur, Cris? - Não, desculpe. Digo sem pensar e dando graças a Deus por não ter gaguejado. - Oi Cris, quanto tempo. Ele se levanta e me estende a mão, no momento que a seguro, sinto um arrepio pelo corpo. - Desculpa não me lembrar Arthur. Você e daqui?Capítulo 7 )Clara narrando Meu coração está disparado.Minha mente ainda tenta entender o que acabou de acontecer, mas meu corpo… Meu corpo ainda sente o toque dele, o gosto do beijo que eu nunca deveria ter permitido.Lucas me olha fixamente, sem nem disfarçar o desejo nos olhos.— Só se for por você — ele diz, e meu estômago se revira.Não. Isso não pode estar acontecendo.Dou um passo para trás, tentando criar distância, tentando recuperar o ar.— Isso… Isso não pode acontecer de novo — digo, tentando soar firme.Mas minha voz me trai. Sai fraca.Ele percebe.E isso só piora tudo.— Por quê? — ele pergunta, avançando um passo.Meus olhos se fecham por um segundo.Porque eu trabalho aqui.Porque ele é meu patrão.Porque ele é o pai da Sofia.Porque isso é errado.Abro os olhos e encaro ele de novo.— Porque eu não sou uma das mulheres com quem você brinca, Lucas.A expressão dele muda. Algo passa por seus olhos, algo que eu não consigo decifrar.Mas eu não espero uma resposta.Eu
Capítulo 6Lucas narrando As palavras dela ainda estão ecoando na minha cabeça.Cada frase que Clara jogou na minha cara veio como um soco bem dado. Ela não hesitou, não recuou, e o pior… estava certa.O orgulho grita dentro de mim, querendo revidar, mas uma parte minha sabe que ela não disse nenhuma mentira.Eu respiro fundo, tentando manter o controle.— Eu não vou decepcionar minha filha — digo, e é a única coisa que tenho certeza nesse momento.Mas Clara não recua.— Ótimo. Então não comece tentando tirar de mim o único papel que sempre foi meu.Meu olhar prende o dela. Ela acha que eu quero apagar o que ela fez? Não. Mas eu não posso permitir que minha filha a veja como mãe.Isso mexe comigo de um jeito que eu não sei explicar.Dou um passo à frente, diminuindo a distância entre nós.— Você se apegou demais a algo que nunca foi seu, Clara.Ela solta um riso baixo, cruzando os braços.— Você realmente acha que amor é posse, Lucas? Que só porque você voltou agora, pode decidir o q
Capítulo 5 )Clara narrando A conversa com Lucas foi direta.Passei a noite pensando em cada palavra dita, no jeito que ele me olhou, na forma como tentou me colocar no meu lugar.Mas eu não vou baixar a cabeça.Fui eu quem cuidou da Sofia.Fui eu quem deu amor, quem enxugou suas lágrimas, quem a fez dormir nos dias difíceis. Eu que a protejo, que a acolho.E nada do que Lucas diga vai mudar isso.Respiro fundo ao acordar, fazendo minha higiene matinal antes de trocar de roupa. Pego meu conjunto de babá — a farda que sempre usei, a que simboliza o papel que dizem que eu ocupo nesta casa.Mas Sofia sabe.E eu também.Vou até o quarto dela e, como sempre, ela já está acordada, me esperando com um sorriso lindo.— Bom dia, minha pequena — digo, beijando sua testa.Ela sorri e me abraça apertado.— Bom dia, mamãe do coração!Fecho os olhos por um segundo, absorvendo esse carinho que ninguém pode tirar de mim.Cuido de cada detalhe. Arrumo seu cabelo, coloco seu fardamento, ajeito sua bol
Capítulo 4 )Marta narrando Sou Marta, tenho 51 anos, mas dizem que pareço mais nova. Sou mãe de três filhos que me enchem de orgulho.Lucas, meu primogênito, tenente da polícia. Sempre tão fechado, tão sério, mas com um coração que eu sei que é bom.Luana, minha filha do meio, médica dedicada, determinada e generosa.E Luan, meu caçula, estudante de direito, que ainda tem tanto para aprender sobre a vida, mas que já carrega a responsabilidade no olhar.Sou casada com o melhor homem que poderia ter ao meu lado, Augusto. E tenho minha neta maravilhosa, Sofia, a menina que ilumina essa casa.E então, tem Clara.A jovem que entrou em nossas vidas há cinco anos e que se tornou parte da nossa família.Linda, não apenas no rosto, mas na alma. Com sua pureza, sua delicadeza, seu jeito de amar Sofia como se fosse dela.Amo Clara como uma filha.E por isso, noto quando algo está errado.Na mesa do café da manhã, espero que ela se sente, como faz todos os dias. Mas, em vez disso, apenas coloca





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