Angeline sentou no colo dele.
Dante prendeu o ar. Ela segurou o rosto dele entre as mãos, as pontas dos dedos tremendo, e o beijou.
Os lábios dela eram nervosos, doces, um pouco trêmulos e incrivelmente gentis. Dante abriu a boca, convidando-a, e sentiu quando a língua dela tocou a sua, trazendo com ela o sabor fresco do limão siciliano. Um choque quente subiu pelo corpo dele, tão intenso que ele a puxou mais, colando-a contra seu peito.
Dentro dele, algo queimava... pulsava como um vulcão prestes a entrar em erupção, feroz, inevitável.
E, ainda assim, ele tentava se controlar.
Angeline, porém… não facilitava em nada.
Dante estava a um passo de levantá-la e tomá-la ali mesmo, naquela mesa em meio . Ela era perigosamente envolvente… tentadora… deliciosamente desajeitada, o que apenas denunciava o nervosismo, a falta de experiência e aquilo, estava longe de ser um problema, tinha um efeito devastador nele.
Angeline era feminina na essência, doce sem ser frágil, forte sem perder a delic