Dante saiu do banho com a barba recém-aparada, o cheiro fresco da loção pós-barba ainda se espalhando pelo quarto. Passou os dedos pelo ferimento na cintura, já cicatrizado, e soltou um suspiro curto.
A boa recuperação sempre fora sua marca; só restara um pequeno sinal, como tantos outros espalhados pelas costas devido às batalhas que colecionara ao longo da vida.
De toalha na cintura, gotas de água escorrendo pela pele firme e pelas costas largas, ele abriu o guarda-roupa e escolheu uma calça preta e camisa branca. Dobrou as mangas com precisão, penteou os cabelos para trás, deixando cair uma única mecha rebelde sobre a testa. Deixou dois botões abertos, revelando a linha forte do pescoço e parte das clavículas.
Quando desceu, encontrou Angeline diante do forno… completamente distante. Olhava para o prato como se assistisse a algo que não estava ali. Ele se aproximou silenciosamente.
— Então? Está pronto? Murmurou em seu ouvido, inclinando-se sobre ela.
Angeline pulou, arrancada de s