Angeline continuou emburrada por um tempo, o desenho esquecido no colo.
Matá-la ele não vai. Se fosse, já teria feito, pensou com ironia, os olhos fechados e os braços cruzados sobre o peito.
Depois de um bom tempo em silêncio, abriu os olhos e olhou pela janela.
Dante agora usava óculos escuros; o reflexo do sol nos vidros tornava impossível ver seus olhos, mas ela o observou mesmo assim. Havia algo na forma como ele segurava o volante, firme, precisa, elegante, que a deixava irritada e, ao m