Angeline franziu a testa. Um frio percorreu-lhe a espinha.
— O que você está fazendo com o telefone da Agnes?
— Estou com seu pai. E com a Agnes. A voz de Marco soou do outro lado da linha.
— Marco? Por que você está com a Agnes?
Uma risada curta, áspera.
— Estou com seu pai e você se preocupa com a sua amiga? Ironizou. — Não é, Rubens? Parece que você não vale nada para a sua filha.
Rubens estava diante dele, amarrado a uma cadeira. A cabeça baixa, o rosto marcado pelo medo. No canto da sala, Agnes permanecia sentada no chão, as mãos presas atrás do corpo. Os olhos arregalados, o corpo trêmulo.
— Você e meu pai são velhos amigos, não são? Parceiros de “negócios”. Angeline provocou, a voz firme demais para quem sentia o chão ceder sob os pés. — Por que eu me preocuparia?
Ela deixou a cozinha com o telefone colado à orelha e começou a procurar Dante pela mansão.
— Seu pai me levou à falência. Você destruiu minha reputação. Marco continuou. — Não acha que me deve algo? Vocês dois me de