Na estrada, Oton dirigia apressado. Dante estava mais de uma hora à frente. Ele o conhecia bem: naquele ponto, Dante já estaria com sangue nos olhos. E, desta vez, Marco não escaparia.
— O que você pretende fazer quando chegar a Milão? Perguntou, lançando um breve olhar pelo retrovisor para Angeline no banco de trás.
— Encontrar Marco no lugar combinado. Respondeu ela. — Já enviei uma mensagem dizendo que estou a caminho.
— Dante sabe onde ele está?
— Sabe. Angeline concordou após um instante. — Mas acredito que não saiba onde Marco pretende me encontrar. Assim, enquanto Marco vier atrás de mim, Dante pode resgatar Agnes e o meu pai.
Ela soltou um suspiro contido, como se organizar o plano em voz alta ajudasse a sustentar a própria coragem.
— Você não está com medo? Como pretende sair das mãos dele? — Oton insistiu, buscando o olhar dela pelo espelho.
— Claro que estou. Respondeu sem hesitar. — Mas tudo isso… é por minha causa. Ainda não sei como vou escapar, mas… tocou discretamente