Dante se recostou no móvel de madeira escura, cruzando as pernas. Girava o líquido escarlate na taça com um ar distraído, antes de levar um gole aos lábios. Depois, ergueu o olhar e a encarou.
Angeline o observava com um misto de medo e fascínio.
— Quem é você? Ela deixou escapar, quase num sussurro, como se falasse consigo mesma.
Ele arqueou uma sobrancelha, divertido.
— A pergunta é: quem é você... e por que toda vez que te encontro, parece estar fugindo?
Angeline piscou, confusa, as palavra