Lá fora, Dante manteve o olhar por mais um instante na janela agora vazia, um leve sorriso surgindo nos lábios antes deixar Oton e entrar na casa.
Angeline ainda estava encostada contra a parede, o coração descompassado.
“Ele me viu?”, pensava, as mãos entrelaçadas nervosamente. Tentava se convencer de que não, que fora apenas coincidência, até ouvir passos firmes no corredor.
A maçaneta girou.
Ela quase gritou, mas conteve o som, os olhos arregalados a denunciando.
Dante apareceu à porta. A