Dante estava ao telefone quando a viu abrir a porta parcialmente, colocando apenas o rosto para dentro da sala.
— Posso entrar?
— Claro. Respondeu, encerrando a chamada e colocando o celular sobre a mesa.
— Você… quer um café? Angeline perguntou, quase como um pretexto.
Dante arqueou uma sobrancelha.
— Você não veio aqui para me oferecer café. Disse, observando-a com atenção. O vestido realçava suas curvas e iluminava o rosto, tornando difícil ignorá-la.
— Eu, na verdade… Ela se aproximou, trazendo as anotações, preciso de ajuda.
Inclinou-se levemente sobre a mesa, próxima demais para ser casual, e apoiou o caderno diante dele.
Dante desviou o olhar apenas por um segundo. Os cabelos dela caíam pelos ombros, roçando-lhe o antebraço. O perfume de jasmim e bergamota despertou lembranças que ele vinha tentando fugir, ela na ponta dos pés, os lábios próximos aos dele, dizendo que o queria.
Puxou o ar com discrição e forçou o foco.
— Esses são os clientes do nosso futuro cliente britânico.