Angeline acordou na madrugada, estava coberta, mas a cama estava vazia. Afastou a manta macia, sentou-se, forçando o ouvido.
Silêncio, apenas o som da chuva surrando o vidro da janela.
Saiu da cama descalça. A porta do quarto estava apenas encostada. Do lado de fora, a chuva caía torrencial, e a casa permanecia mergulhada num silêncio espesso.
Caminhou até o escritório, certa de que Dante ainda estaria trabalhando. Empurrou a porta. O ambiente, na penumbra, estava vazio.
Angeline congelou no batente.
Onde Dante está?
Virou-se de supetão, o coração acelerado. Olhou para a escada, desceu alguns degraus, nada, tudo escuro. Seguiu pelo corredor, ansiosa, o peito apertado.
A porta do seu quarto estava entreaberta.
Aproximou-se devagar. Empurrou a porta. Um relâmpago iluminou o quarto por um instante, e então ela o viu.
Dante dormia serenamente, agarrado ao travesseiro.
Angeline se aproximou em silêncio. Lembrou-se de que havia acordado coberta. Um sorriso suave tomou-lhe o rosto.
Ele me c