Angeline acordou na madrugada, estava coberta, mas a cama estava vazia. Afastou a manta macia, sentou-se, forçando o ouvido.
Silêncio, apenas o som da chuva surrando o vidro da janela.
Saiu da cama descalça. A porta do quarto estava apenas encostada. Do lado de fora, a chuva caía torrencial, e a casa permanecia mergulhada num silêncio espesso.
Caminhou até o escritório, certa de que Dante ainda estaria trabalhando. Empurrou a porta. O ambiente, na penumbra, estava vazio.
Angeline congelou no b