Levou a taça aos lábios e bebeu o vinho de um só gole, o líquido queimando na garganta. Seus olhos, porém, não desgrudavam da porta da cozinha, como se ela pudesse se abrir de repente.
Imaginava Amália voltando com os olhos marejados, dizendo algo que lembrasse o quanto ele estava errado, mas, entre lágrimas, ela sorriria quando ele tocasse seu rosto. Então, com ternura, se inclinaria para sentir o calor dele outra vez.
Era apenas um devaneio. A porta não se abriu. E Glauco, sozinho, provava o