No documento do divórcio não havia nenhuma armadilha jurídica complexa, nenhuma partilha de bens extraordinária. Eram apenas páginas frias, repletas de termos burocráticos ditando o que ficaria para cada um, regulamentando a guarda e organizando o fim de uma vida inteira em parágrafos justificados. Peguei a caneta e assinei. Assinei com um peso esmagador no coração, sentindo uma dor profunda e lacerante — não mais pela mulher que um dia amou Marcos desesperadamente, mas sim pelas crianças, que