Tudo… tudo doía.
Giulia
A casa estava mergulhada em sombras quando fechei a porta.
O clique da fechadura pareceu alto demais. Invasivo.
Me apoiei contra a madeira por um instante, os olhos fechados.
Tentei respirar.
Não consegui.
A ausência da mamma era um eco constante em cada canto.
O sofá onde ela gostava de dobrar as roupas.
A poltrona em que dormia vendo novelas velhas.
O cheiro do chá que ela fazia com ervas do quintal.
Tudo… tudo doía.
Marco tinha insistido em me deixar com Serena, mas eu preferi