Amara
Quando vi a porta do quarto destrancada, uma fagulha de esperança acendeu dentro de mim. Depois de tantas tentativas frustradas de escapar, finalmente havia uma saída. Aproximei-me devagar, como se qualquer barulho pudesse denunciar minha fuga. Girei a maçaneta com cuidado, prendendo a respiração, e o clique suave foi música para os meus ouvidos. O corredor estava silencioso, mergulhado numa quietude quase assustadora.
Caminhei na ponta dos pés, tentando não fazer o soalho ranger. Cada pa