Ponto de Vista de Mara
O dia seguinte amanheceu estranho.
Não havia gritos, não havia alarmes, não havia presságios ecoando nos corredores da alcateia. O céu estava limpo, o vento suave, e tudo parecia seguir exatamente como deveria. Ainda assim, algo estava diferente. Não do lado de fora — mas dentro de nós.
Apolo e Arthur estavam silenciosos.
Tristes.
Carregavam nos ombros um peso invisível, e nos olhos, algo que eu reconhecia muito bem: culpa.
Desde que acordei naquela manhã, percebi