Nos primeiros dias, eu me sentia uma estranha dentro da alcateia, como se cada olhar fosse um julgamento silencioso, como se cada passo que eu dava fosse uma invasão em território proibido. Era sufocante. Muitas vezes, pensava em me trancar no quarto, em me esconder dos olhares que queimavam como se pudessem atravessar minha pele.
Mas as coisas começaram a mudar. Aos poucos, os sussurros diminuíram. O medo e a desconfiança que antes me cercavam foram dando lugar a uma curiosidade mais branda, e