Capítulo 169
Manuela Strondda
— Bom, você é minha esposa agora. — Hugo responde, por fim. — Se alguém te ameaçasse, também morreria.
Não era o conforto que eu esperava.
Cruzo os braços, encostando o ombro na parede áspera do casebre. A madeira geme baixo atrás de mim.
— É que estamos falando de números. Posições. — inclino a cabeça, mantendo o olhar preso no dele. — Você falou de duas prioridades. Isso me coloca em terceiro lugar?
Ele fica mudo.
Por um segundo inteiro, Hugo Lindström parece… confuso. Como se aquela pergunta não estivesse no script dele.
— Você deveria me ajudar a acabar com isso. — ele corta o silêncio, desviando o olhar para a puttana que estão trazendo. Já se afasta, empurrando um móvel velho encostado na parede. Aranhas se espalham. — Já estão arrastando a maldita enfermeira.
Dou um sorriso curto. Frio.
— Se não quer responder, tudo bem. — digo, calma demais. — Também vou reorganizar minhas prioridades.
Ele para.
— Como assim?
Dou de