Capítulo 165
Hugo Lindström
Acordei com o corpo ainda tenso da noite anterior.
Não era o tipo de tensão que se dissolve com sono, era a que fica, grudada nos músculos, na cabeça, no instinto. Ainda estava tentando entender como Manuela agiu e fez tudo tão rápido ontem a noite.
Mas então eu vi.
Ela estava deitada de lado, os lençóis escorregados de forma perigosa, o corpo relaxado demais para alguém que tinha passado a noite inteira me provocando sem tocar em mim de verdade. As pernas abertas num descuido inconsciente, a respiração calma, quente, confiante demais.
Como se soubesse que eu estava ali olhando, ela esticou as costas na cama, e abriu completamente a bocetinha pra eu ver.
Caralho! O pequeno clitóris ficou levemente exposto.
Aquilo foi o suficiente para eu perder qualquer noção de sanidade.
Não toquei ainda.
Fiquei ali, ajoelhado na cama, apenas olhando. Como se o simples ato de observar já fosse um pecado grave o bastante. Me aproximei colocando