Capítulo 155
Manuela Strondda
— Me diz… o que você quer? — perguntei, inclinando levemente a cabeça, deixando o cabelo escorrer por um dos ombros. — Porque aposto que não sabe o que eu quero.
Hugo não respondeu de imediato. Os olhos desceram lentamente pelo meu corpo, demorando o suficiente para ser ofensivo… e provocador. A mandíbula se moveu antes do sorriso surgir.
— Eu não assino nada se não ver lucros, Manuela. — disse, a voz baixa, firme. — E eu sei exatamente o que você quer. E o que tem a oferecer.
Ele se aproximou um passo. Não encostou. Mas o espaço entre nós diminuiu o bastante para eu sentir o calor dele.
— Só seja a esposa obediente em casa… — continuou, o olhar preso ao meu rosto agora — a mulher que eu preciso na cama. Uma ótima vida sexual, se é que me entende.
Deslizei o peso do corpo para uma perna só, cruzando os braços devagar, como se aquilo fosse um escudo, quando, na verdade, era convite.
— E em troca? — perguntei. — Vai me manter trancada e