O silêncio que se instaurou no quarto não era o silêncio pesado da Fortaleza, mas a calmaria trêmula de um animal selvagem avaliando o terreno.
Soren continuou parado na soleira da porta por longos segundos. A neve fina derretia nos ombros do manto escuro dele. Eu esperei que ele desse as costas, que o monstro voltasse para as sombras do castelo onde as emoções não podiam alcançá-lo.
Mas ele não recuou.
Com um movimento lento, ele desfez o fecho de prata do manto e deixou a pele pesada cair no