A fechadura girou, mas a porta não abriu. Em vez disso, o tranco da madeira batendo contra o batente ecoou pelo corredor como um tiro.Eu estava encolhida no canto, as pernas abraçadas, sentindo o frio das pedras atravessar meus ossos. E então, o som de garras raspando o chão: rítmico, seco, de algo que se move sem a delicadeza de calçadosA porta escancarou e três mulheres entraram.Predadoras vestidas em seda cara, mas que traziam a sujeira da floresta nos olhos. A primeira era alta, com um rosto que parecia esculpido em gelo, a pele tão pálida que as veias sob o pescoço pareciam sombras escuras. A segunda tinha os cabelos pretos cortados de forma desigual, rente à nuca, expondo uma cicatriz que subia até a orelha. A terceira era uma garota que não parecia ter mais de vinte anos, mas os olhos... os olhos eram velhos. Amarelos, intensos, como brasas sopradas pelo vento.O cheiro de pinheiro e sangue velho impregnou o ar.— Então essa é a safra deste ano? — A da cicatriz parou diante
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