Mundo de ficçãoIniciar sessãoNoah, um alfa atormentado, vive para o trabalho em busca de redenção por um erro do passado. Quando sua alma gêmea é brutalmente tirada dele, seu lobo começa a perder a sanidade. Em meio à dor e ao desespero, ele encontra um inesperado refúgio na presença de Carolina, uma jovem cientista humana sequestrada por seu clã. Carolina, com seu QI elevado e personalidade independente, é forçada a trabalhar em um laboratório secreto em Oníria, buscando a cura para uma doença misteriosa. Quando ela é levada para um quarto com Noah, que está à beira da loucura, ela se surpreende ao descobrir que o lobo se acalma com sua presença. O olhar de Noah é como um incêndio que a consome, e Carolina sente um arrepio na pele ao sentir o seu toque. Mila, a filha de Noah, desesperada para salvar o pai, chantageia Carolina para cuidar dele. Carolina aceita, na esperança de escapar de Oníria, mas logo se vê cada vez mais encantada com o alfa viúvo. À noite, enquanto Noah dorme, Carolina o observa, fascinada pela sua beleza selvagem. Ela sente o desejo crescer dentro dela, e começa a questionar se está disposta a arriscar tudo por um amor proibido. Quando Noah finalmente se aproxima dela, Carolina sente o seu coração parar. O toque dele é como um raio que a atravessa, e ela se entrega ao beijo apaixonado. Mas, enquanto se perdem no desejo, os seres com quem Carolina fez aliança não a deixarão em paz até que cumpra o combinado. Carolina precisará da ajuda dos seres que tanto despreza para escapar da armadilha que ela própria criou e provar para Noah que não é uma traidora. Ela estará disposta a tudo pela criatura que conquistou o seu coração.
Ler maisOníria...
Um mundo que eu não sabia que existia até ser sequestrada por criaturas que eu pensava serem apenas ficção.
Eu sou Carolina Medeiros, vinte e seis anos, doutora em biotecnologia, QI de 170, com total inaptidão para socialização.
O meu lugar era em um laboratório, cercada por pipetas e microscópios, não em uma cela abandonada com um lobisomem alfa me encarando como se eu fosse o próximo pratinho do jantar.
O som da porta trancando por fora me causou um frio na espinha. Eu já tinha sentido medo antes, mas nunca tão forte quanto naquele momento. Desde que cheguei neste mundo, trabalhei incansavelmente para encontrar a cura e a vacina para uma doença que acometia a mesma espécie que me tirou do meu mundo.
Acreditei que conseguiria me libertar, fugir desses monstros, especialmente no dia de hoje, em que haveria uma grande festa no território vizinho. No entanto, antes que eu conseguisse por o meu plano de fuga em prática, fui arrastada até aqui.
Parada diante de um lobisomem que estava perdendo a sanidade, me dividia entre o interesse científico na condição daquele espécime e a necessidade de fugir para um lugar seguro.
Ele rosnava e babava, grunhindo de dor enquanto o corpo convulsionava de uma forma nada agradável. Pelos se formavam, pele se soltava da carne, ossos se contorciam e partiam em pedaços antes de retrocederem à forma anterior. Ele estava agonizando e eu não conseguia conter o ímpeto de me aproximar para examinar melhor.
Por um breve momento, os nossos olhares se encontraram e vislumbrei um resquício de humanidade em sua forma distorcida.
Os seus olhos, vermelhos como brasas, se suavizaram ao notarem a minha presença. Talvez fosse apenas impressão minha, mas o meu coração apertou. Era como assistir a um cachorrinho agonizar... Um cachorrinho enorme, com dentes afiados que facilmente estraçalhariam a minha carne.
Ele se contorceu novamente de dor, se encolhendo. Uma criatura enorme reduzida a... não sei dizer, mas não senti mais medo. Me aproximei mais ao notar a mancha escura que ele tinha na barriga, como se tivesse levado muitos socos em torno do umbigo. Curiosa e, confesso, um pouco preocupada com a razão daquele sofrimento, estendi a mão instintivamente e toquei a sua pele. Estava febril, escorregadia pelo sangue, mas no instante que o toquei, o monstro gemeu e lágrimas escorreram de seus olhos assustadoramente rubros.
Quando tentei me afastar, ele rosnou e me mostrou os dentes, segurando a minha mão com as suas garras e me forçando a manter contato.
— Fale mais, humana! — Ele ordenou.
Eu tinha apenas perguntado como ele estava, pergunta tola, era óbvio que não estava bem. O que deveria dizer a um monstro que estava enlouquecendo? Olhei para a porta trancada e a criatura que me forçou a entrar ainda não tinha voltado.
— O que quer que eu diga, alfa Noah? — perguntei, tentando manter a voz firme.
— Argh... apenas fale! — ele respondeu, sua voz trêmula.
Respirei fundo, fechei os olhos, e comecei a falar qualquer coisa que vinha à minha mente.
— Tá bom, é.. vamos lá. Eu cresci em um orfanato. Nunca conheci os meus pais, mas isso não me incomodava. Se eles me abandonaram, não vejo razão para sentir falta do que nunca tive.
Parei de falar, surpresa com as minhas próprias palavras. O que eu estava fazendo ali, contando a um lobisomem que em breve iria me matar, sobre o meu passado?
— Fale! — ele repetiu, sua voz mais suave agora.— Como foi crescer... sozinha? — ele perguntou, sua voz como um grunhido angustiado.
— Não era sozinha, tinha muitas crianças lá, a maioria abandonada como eu. Não tinha amigos, nunca gostei de brincar de bonecas, muito menos fogãozinho e panelinha, então, ficava sozinha por escolha.
Ele fechou os olhos e deslizou a minha mão por seu ventre, um carinho artificial que eu estava sendo forçada a oferecer.
— Quer... eh... que eu massageie o seu abdome? — perguntei, tentando manter a voz firme.
Ele abriu os olhos, aquele olhar de cachorrinho de novo.
— Sim, mas, não pare de falar! — ele respondeu, sua voz mais suave agora.
Acho que era o lobo dele me olhando daquele jeito que eu não sei decifrar. Essas criaturas têm uma espécie de personalidade dissociativa, dois em um, ou até mesmo três em um, em casos especiais.
Deslizei a mão e contei a ele sobre a minha infância, os colegas de orfanato, o meu desejo de me tornar independente…
— O.k… Como estava dizendo, minha infância foi um tanto solitária e-
— Ser solo é…maldição! — Ele exclamou, me interrompendo com um grunhido angustiado.
— Ser sozinho pode ser bom, sabia? De onde eu vim, costumam dizer que é melhor estar só do que mal acompanhado!
Ele gemeu novamente, se encolhendo sobre si mesmo. Coloquei outra mão sobre o ventre dele, sem nem pensar no que estava fazendo e ele fechou os olhos.
— Quando termineio primário, um homem apareceu no orfanato. Disse que eu era especial e que ele tinha uma instituição para crianças especiais como eu. Tipo o Xavier dos X-men…ah, claro, você não faz ideia do que seriam os X-men. De todo modo, eu tenho o QI acima da média, facilidade para aprender novos idiomas, fazer cáculos matemáticos e amo números. Gosto de probabilidades também, e da teoria do Caos. O Caos explica mais do que qualquer religião, especialmente para mim, visto que sou ateia…
A porta abriu e a criatura que me trancou naquele lugar chegou, esbaforida com a minha valise na mão.
— Aqui estão as suas coisas, cure o meu pai, humana!
Assim que a minha história se tornou a nossa história, eu acho…. fui trancada numa sala com um lobisomem alfa e a filha dele exigia que eu o curasse!
Olá, amores!Gostaram da história do Noah e Carolina?Espero que sim, escrevi com muito carinho!Estão prontos para os próximos livros?Vim trazer uma degustaçãozinha do próximo livro da série, que, espero eu, estará disponível em breve aqui na Buenovela!(Depende de eles aceitarem o contrato...)BJKS!******POV IsaqueBar do Jack.Dizia a placa torta do lado de fora com uma luz amarela piscando em cima.Do lado de dentro: um lugar decadente, fedendo a mofo, óleo velho e sangue seco no piso de madeira.Para os humanos, é só mais um boteco de beira de estrada caindo aos pedaços. Para quem fareja, fede a latrina. Um ponto neutro entre as criaturas conhecidas como sobrenaturais. Vampiros perdidos e lobos mortos de fome dividem o mesmo balcão, sem se matar.Era um bar como qualquer outro dos que costumo frequentar. Mas aquele em especial tinha uma razão para eu ir. Era o bar que o meu alvo sempre vai, de acordo com a minha investigação.Escolhi a mesa do fundo, de costas para a parede. E
Olá, amores!Acabou!Que Noah e Carolina sejam felizes para sempre!E que venham os p´roximos livros!Espero que gostem,BJKS!*****O aroma de comidas variadas se espalhava pelo ar, carne na brasa, ensopados, pães, vinho e flores brancas decorando o ambiente. Eram os preparativos para a primeira cerimônia de união oficial desde que o Clã do Armagedom havia se tornado sede da nova monarquia dos lobisomens de Oníria. Gente para lá e para cá carregando bandejas, risos, conversa solta, tochas sendo acesas, mesas montadas, crianças correndo entre as pernas dos adultos.No meio da clareira, Luna Esmeralda gesticulava, organizando os vários pratos do banquete. Tinha comida humana, comida de lobo e de outras espécies que foram convidadas dos territórios vizinhos.— Mais pão ali! Esse molho pode ficar entre os pães de centeio e a carne assada! Ares, pega essa travessa de kebabs!Ares, o sério e taciturno Alfa Superior, descruzava os braços e obedecia a sua Luna humana sem pestanejar. Sempre p
Pov CarolinaEu congelei, sem saber o que pensar daquela situação.Noah me olhou, seus olhos caíram na marca no meu pescoço. Então para os meus olhos novamente.— Rei Gavin, Alfa Ares, vocês me dão um tempo para eu conversar com a minha companheira a respeito? — ele perguntou.— Claro — Gavin falou. — Vai lá. Conversa com ela, depois me fala o que você decidiu.Noah me levou lá pra baixo pra conversar.Paramos no meio do clã, em frente ao prédio onde ficava o escritório improvisado do Rei Gavin. O mesmo lugar onde nos encontramos quando o Noah voltou para o território para ficar de vez.Eu ainda me lembrava daquele dia, não tinha passado muito tempo. \senti a energia do olhar dele. Na época eu não entendia. Hoje eu sei o porquê.Ele pertence a mim.Noah falou comigo.— Carolina, eu não quero tomar nenhuma decisão sozinho. Nós estamos juntos e essa decisão diz respeito às nossas vidas. O que você quer?— Me diz o que você quer primeiro— respondi.Aí ele riu.— Meu pai queria que eu fos
Olá, amores!Acabou!É isso! Comentem se amaram ou odiaram, qual personagem favorito?Teremos um epílogo, e o primeiro capítulo do próximo livro!BJKS!*****Pov CarolinaA solenidade da sala foi completamente quebrada quando a Luna Esmeralda deu um passo à frente. Seus olhos estavam marejados, mas o sorriso era radiante. Ela limpou uma lágrima teimosa e deu um pequeno emppurão no Alfa Ares.O corpo imenso do Alfa nem se moveu...— Ah, abraça logo a sua irmã! Ela acabou de se casar! Olha, eles são marcados, Ares!Ares soltou um rosnado baixo e totalmente sem jeito. Para fugir do abraço que Esmeralda direcionava a mim, ele se antecipou e a envolveu em seus próprios braços de forma desajeitada. Escondeu o rosto no pescoço dela ainda rosnando.Eu não aguentei a cena e soltei uma risada alta, contagiando os outros na sala. Noah apenas balançou a cabeça, com um sorriso divertido de canto de boca.— Essa marca de lua é linda, tio Noah! Não sabia que bruxas marcavam assim! — Disse a rainh
Último capítulo