A paz na Fortaleza de Obsidiana era uma ilusão frágil, fina como uma camada de gelo sobre um lago profundo.
Eu estava sentada no chão da pequena sala adjacente aos aposentos das crianças, assistindo o garotinho de cinco anos lamber o fundo da tigela de madeira até não sobrar uma única gota de mingau e mel. Elara, sentada numa cadeira alta de espaldar entalhado, comia a carne macia com uma lentidão desconfiada, como se esperasse que a comida fosse sumir a qualquer segundo. Kael não estava ali; o