XIV - LUZ

A luz da manhã na Fortaleza de Obsidiana nunca era realmente clara. Era um cinza sujo, filtrado pelas frestas de pedra, que parecia roubar as cores do mundo.

Acordei com o corpo dolorido, enrolada nas peles de carneiro fedorentas da minha cela. A minha pele ainda formigava. O fantasma do toque do Rei do Norte — o peso das mãos dele, o hálito de menta selvagem e a respiração pesada contra o meu pescoço — estava impregnado na minha mente como uma tatuagem. Meu baixo ventre deu uma pontada traiçoe
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