O vento cortante da tarde de inverno batia contra o meu rosto, mas eu não me afastei do parapeito de pedra da sacada superior.
Lá embaixo, o Jardim de Vidro — um pátio interno da fortaleza onde as pedras negras haviam sido desenhadas para abrigar fontes termais que agora soltavam colunas de vapor branco na neve — servia de palco para o futuro do Norte.
Eu estava apoiada no parapeito, enrolada no meu manto de pele cinzenta, observando. A poucos passos de mim, perfeito e silencioso como sempre, e