As horas que se arrastaram após o amanhecer foram a tortura mais silenciosa que eu já havia suportado. A nevasca lá fora continuava castigando as muralhas de Obsidiana, uivando como um bando de feras famintas, mas o verdadeiro inferno estava acontecendo dentro do meu próprio corpo.
Trancada nos meus aposentos, eu andava de um lado para o outro como um animal enjaulado. A minha pele formigava. O meu sangue parecia espesso, quente demais, correndo pelas minhas veias com uma urgência febril que me