O frio cortante da alvorada infiltrou-se pelas frestas de pedra do quarto, mas foi a ausência de calor que me despertou.
Abri os olhos devagar, a cabeça latejando com o peso residual do hidromel e da exaustão. O torpor inebriante da madrugada havia evaporado por completo, varrido pela luz cinzenta e implacável da manhã de inverno. A cama simples sob o meu corpo parecia imensa. Eu estava sozinha no colchão.
O nó havia se desfeito. A conexão física e esmagadora que nos trancou horas antes havia d