O carro parecia silencioso demais.
Não porque não houvesse som — o motor seguia constante, os pneus deslizavam pelo asfalto, o vento tocava levemente os vidros — mas porque tudo dentro de Lívia ainda estava… alto demais.
O coração.
A respiração.
As lembranças.
Ela estava sentada no banco de trás, ao lado de Maria, com as mãos entrelaçadas no colo, os dedos ainda tremendo levemente.
O braço onde havia sido segurada ardia.
Mas não era dor física que a consumia.
Era o eco.
A voz da avó.
O tapa.
Os