O carro não parava. Lívia não fazia ideia de quanto tempo havia passado desde que saiu daquela casa… daquela prisão que, por anos, foi tudo o que conheceu. Agora, estava em outra. Talvez pior. Ou talvez… diferente. Ela não sabia dizer. Seu corpo doía. Cada movimento fazia sua pele arder, cada respiração parecia pesar dentro do peito. Sua mão latejava, ainda aberta pelo corte do vidro. O sangue já havia secado em partes, mas a dor permanecia viva. Insistente. Real. Ela estava sentada no banco traseiro, encostada na porta, como se quisesse desaparecer dentro dela. Seus olhos, antes baixos, agora se permitiam observar, mesmo que discretamente. O homem ao seu lado. Matteo. O nome ainda ecoava na sua mente. Ele estava imóvel, olhando pela janela, como se ela nem estivesse ali. Frio. Distante. Mas não indiferente. Lívia percebeu. Ele sabia que ela estava ali. Sabia de cada movimento. De cada respiração. E mesmo assim… não olhava. Aquilo a deixava mais inquieta do que s
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