Dante
Carregar Valentina nos braços foi como resgatar o próprio coração. Cada passo que eu dava até o quarto parecia costurar o que havia se rasgado entre nós. O corredor respirava conosco, silencioso, cúmplice. Quando empurrei a porta, o estalar das dobradiças soou como o início de um novo tempo e o fim de um peso antigo.
O quarto era o mesmo de sempre, mas parecia outro.
Grande, imponente, marcado por sombras que o tempo não apagou. O piso de madeira antiga, o lustre de cristal que refletia a