DanteO gosto dela ainda estava nos meus lábios. Quente. Teimoso. Doce demais para um homem como eu. Quando Valentina me beijou de volta, ou talvez tenha sido eu que a devorei, algo dentro de mim rompeu a muralha que costurei durante anos.Não era para ter acontecido. Não assim. Mas, quando ela abriu a boca, quando senti o ar dela se misturar ao meu, já era tarde.Meu corpo reagiu antes da mente. Minhas mãos subiram por sua cintura, puxando-a para mim como se o espaço entre nós fosse uma afronta. O vestido vermelho, fino demais, cedeu sob meus dedos. Ela tentou me empurrar, o toque fraco, confuso, contraditório. Mas não afastou.E eu não quis parar.O beijo ficou mais intenso, mais selvagem. Nossas respirações se misturavam, os corpos colados, a raiva e o desejo lutando por domínio. Ela tinha gosto de proibição, de perigo, e o maldito inferno dentro de mim parecia achar isso delicioso.- Me solta... - ela sussurrou, mas a voz não soava como um pedido. Soava como um desafio.Segurei se
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