Dante
Eu enfrentei exércitos. Negociei com terroristas. Sobrevivi a torturas e enterrei inimigos com as minhas próprias mãos. Mas nunca, em trinta e dois anos de vida, minhas mãos suaram tanto quanto agora.
Ajeitei a gravata pela décima vez na frente do espelho do hall. O nó estava perfeito, mas parecia apertar minha garganta.
- Se você mexer nessa gravata de novo, eu vou chamar a Teresa para te dar uma colherada na mão.
Virei-me. Mario estava encostado na porta, um copo de uísque na mão e