Valentina
Larguei a esponja na água. Segurei o rosto dele com as duas mãos, molhando minha roupa, e colei minha testa na dele.
- Você não é a escuridão, meu amor. - murmurei, olhando no fundo dos olhos dele. - Você é a muralha que impede a escuridão de entrar.
- Minhas mãos estão sujas de sangue. - ele insistiu.
- Mãos de jardineiro também ficam sujas de terra para que as flores possam crescer. - usei a metáfora que ele entenderia. - Você arrancou as ervas daninhas, meu amor. Você não fez isso