108. Além da Realidade
O templo, silencioso e iluminado pelos últimos raios do eclipse dissipado, parecia agora apenas uma memória distante.
Mas o portal… permanecia aberto.
Um arco de luz e sombra pulsava no centro da plataforma, expandindo-se lentamente, como se respirasse. Não havia mais muralhas, nem montanhas — apenas um vazio absoluto do outro lado, salpicado por fragmentos suspensos de terra, pedaços de estruturas antigas e espirais de energia que dançavam num céu sem cor.