Capítulo 33.
JÚLIA NARRANDO:
Deitei de novo na cama, mas o corpo não obedecia. O coração batia alto demais, e minha mente repetia a cena na cozinha como se estivesse tentando achar algum erro que justificasse aquilo.
O toque das mãos dele ainda ardia na minha pele.
O gosto do beijo ainda estava nos meus lábios.
E, mesmo assim… ele virou as costas. Disse que aquilo era errado, como se eu fosse um erro.
Virei para o lado. Depois para o outro. Fechei os olhos. Abri. O quarto estava escuro, mas a escuridão