A brisa em Aspen era artificial. Eu percebi no momento em que cruzei as portas blindadas da alfândega. Um cheiro frio, químico, invadiu minhas narinas, misturado ao ozônio dos purificadores de ar que zumbiam invisíveis acima de nós. Era o preço para entrar na Alemanha corporativa — um lugar onde até o ar era fabricado.
As ruas, além das barreiras, pareciam uma pintura clínica: calçadas de bioconcreto lisas como vidro, canteiros de vegetação geneticamente editada moldados em padrões geométricos,