Mundo de ficçãoIniciar sessãoAmanda é uma jovem brilhante e sonhadora, mas seu futuro promissor é brutalmente interrompido quando recebe o diagnóstico de uma doença autoimune rara. Mergulhada na desesperança, ela segue vivendo sem propósito, amparada apenas por sua irmã mais velha, Aurora. Contudo, um emprego em uma poderosa multinacional transforma sua vida ao colocá-la no caminho de Alessandro Andrioli, um implacável e influente executivo que se apaixona perdidamente por ela. O romance entre Amanda e Alessandro floresce em meio a desafios e reviravoltas, até que uma tragédia os separa: um acidente fatal arranca Amanda de seu destino ao lado do homem que ama. Mas essa não é uma história comum de amor e perda. Em um mundo distópico, onde megacorporações controlam a sociedade, a Medicina evoluiu a níveis inimagináveis e a Cibertecnologia permite a fusão entre carne e aço, o impossível se torna real. Das sombras do avanço científico, surge Kira — uma assassina letal, geneticamente aprimorada e aprimorada ciberneticamente. Sua lealdade pertence a apenas um homem: Alessandro Andrioli, agora CEO de uma corporação em ascensão. Alessandro, que jamais se permitiu amar outra mulher após a morte de Amanda, vê sua vida virar de cabeça para baixo quando encontra Kira. Há algo nela que lhe é estranhamente familiar. Entre mistérios, conspirações e uma paixão intensa, eles mergulham em um jogo perigoso, onde segredos ocultos podem mudar tudo — e um inimigo implacável aguarda nas sombras.
Ler maisPonto de vista de Kira O ar estava pesado. A base militar desativada se erguia diante de mim como um cadáver de concreto e aço, ainda pulsando com ecos de vida. Eu conseguia sentir o campo eletromagnético vibrando debaixo da terra. Havia atividade ali, e pelas memórias de Calisto o local era todo administrado por T.E.R.O.N. Engatinhei até o portão principal, observando os drones suspensos entre os escombros. As câmeras antigas estavam cobertas de musgo, mas algumas ainda giravam, lentamente, como olhos apáticos tentando lembrar o que deviam vigiar. No final daquele túnel estava o primeiro portão, e isso já confirmou que o sistema de defesa estava ativo. T.E.R.O.N. reescreveu as defesas sozinha. “Reescreveu”. Essa palavra ficou martelando na minha mente. Uma IA que modifica seu próprio código. Um sistema que evolui. E agora, ela me observava. A porta não foi difícil passar, simulei a biometria de Calisto e usei a senha que peguei em suas memórias. E a porta estava destravada, me
Ponto de vista de Kira Quando a carcaça desabou e a fumaça começou a baixar, o mundo voltou a ter sons — estalos, alarmes, o chiado da fiação queimada. À minha frente, a couraça da máquina exibia fẹndas profundas, lâminas retorcidas como costelas quebradas. O monstro jazia como um gigante mutilado, soltando vapor e faíscas que caíam como chuva nẹgra. Limpei a poeira dos olhos e voltei a encarar o compartimento frontal. O vidro estava estilhaçado, a armação deformada. Calisto continuava lá dentro — viva, mas presa entre painéis e fios, o sangue misturado ao óleo que escorria sobre o console. Seu rosto pálido, a maquiagem borrada, os olhos vermelhos faiscando entre raiva e algo que poderia ser reconhecimento. Ela respirava com dificuldade. Toda aquela blindagem falhou em protegê-la. A fúria subiu como lava. O que restava da minha paciência virou ação. Aproximei-me. O calor das chamas me perseguia; minhas mãos tremiam, não por medo, mas pelo esforço. Apoiei a ponta da katana em uma
Ponto de vista de Kira Após o beijo, tudo dentro de mim se abriu. Senti as emoções dele, o amor, a dor, a raiva, o medo e a devoção misturados como uma onda que me atravessou por completo. As barreiras na minha mente ruíram. As memórias — todas — emergiram como um dilúvio. Vi o que fomos, o que perdemos, o que Calisto fez. E finalmente compreendi. Com a ajuda de Alessandro, me ergui. Meu corpo já começava a se regenerar, as fibras rompidas se refazendo, a pele se costurando com o calor do meu próprio sangue. Minha fúria e meu corpo eram um só — e a raiva era o combustível da minha cura. No caminho, nada ficou de pé. Toquei alguns dos corpos que ousaram se aproximar e os absorvi. A energia vital deles entrou em mim como um sopro de fogo, alimentando minha estrutura, reconstruindo-me de dentro para fora. O sangue deles era o preço da minha perpetuação. Alessandro estava ao meu lado — meu Alfa. Movia-se como o verdadeiro líder que é, devastando tudo o que se interpusesse entre
Ponto de vista de Alessandro O veículo de impulso vetorial estava prestes a partir quando notei a silhueta dele surgir à frente, recortada pelo brilho pálido do luar refletido no para-brisa. Ele sorriu. Um sorriso calmo, provocador. E fez um gesto com a mão — um convite. Entendi que queria falar comigo. Meu instinto gritou. Ele tinha respostas. Respostas para as dúvidas que me corroíam. Desci do veículo e avancei até ele. Aukan me esperava, de pé, o olhar firme mas o corpo relaxado demais para alguém que deveria sentir o ódio emanando de mim. — Então aqui está você… — minha voz saiu rouca, pesada, cheia de fúria. — O maldito que colocou as mãos nela. Aukan inclinou levemente a cabeça, avaliando-me com aquele olhar estreito e analítico, quase com desdém. — Engraçado, você fala como se ela fosse sua, mas não estava aqui quando ela mais precisou. Meu maxilar se contraiu. Dei um passo à frente. O sangue pulsava forte, ecoando no ouvido como o som distante de trovões. — Se você
Último capítulo