Ponto de vista do narrador
O carro preto estacionou diante da fachada elegante do Le Fondue de Paris, uma construção charmosa de vidro e madeira, iluminada por tons âmbar que davam ao lugar um ar acolhedor e intimista. O maître reconheceu imediatamente Carlos Alberto e abriu a porta pessoalmente, inclinando a cabeça em respeito.
— Boa tarde, senhor Nóbrega Linhares. Sua mesa privativa está preparada.
Natália sentiu o peso do nome da família ecoando na recepção do restaurante. Carlos Alberto caminhou ao lado dela com passos calmos, a mão em suas costas por alguns segundos — um toque discreto, mas que pareceu queimar a pele dela.
A sala privativa ficava atrás de uma parede de vidro fosco. Uma lareira elétrica imitava chama real, lançando reflexos quentes sobre a mesa redonda posta com pratarias francesas, fondue suíço, taças longas e frutas frescas.
— Espero que goste — disse Carlos Alberto, puxando a cadeira para ela. — Queria algo diferente hoje.
Natália assentiu, ainda se