Ponto de vista do narrador
Carlos Eduardo estacionou a moto no campus e ajudou Natália a retirar o capacete. Rebeca já havia ido com o pai para a creche-escola, então apenas os dois seguiram juntos para a faculdade naquela manhã clara e movimentada.
Enquanto Natália ajeitava o cabelo, uma voz melodiosa — doce demais para soar natural — chamou por eles:
— Cadu! Natália!
Bia aproximou-se com passo rápido, exibindo um sorriso perfeitamente calculado. Sempre impecável, parecia viver em um ensaio fotográfico permanente.
— Oi, Bia… — Carlos Eduardo respondeu sem entusiasmo.
Mas a jovem já desviava toda a atenção para Natália.
— Natália! Que bom te encontrar! — exclamou, como se fossem velhas amigas. — Eu queria muito te conhecer melhor.
Natália forçou um sorriso educado, claramente surpresa com a repentina aproximação.
Bia se aproximou ainda mais, encurtando o espaço com intimidade artificial.
— Sabe, acho péssimo como algumas pessoas te tratam só por você não ser do mesmo — ela f