Juliana Bezerra
Havia uma casinha velha de madeira mais à frente.
Pequena, torta, com a pintura descascada e o telhado afundado em alguns pontos. Parecia abandonada há anos. Cada passo em direção àquele lugar fazia meu peito apertar mais.
Eles nos empurraram pelo braço, sem delicadeza.
— Anda.
A porta rangeu alto quando foi aberta. O som ecoou dentro de mim como um aviso. O interior era escuro, abafado, cheirava a mofo e poeira antiga.
Nos levaram até um quarto no fundo.
Jogaram-nos lá dentro