Juliana Bezerra
Bora, Juliana, pega a moleca e não pense nem em gritar ele falou, baixo, mostrando de relance a arma presa à cintura.
Meu corpo inteiro gelou.
As pernas queriam ceder, mas eu me forcei a andar. Cada passo em direção ao portão da escola parecia arrancar um pedaço de mim. O barulho das crianças, as risadas, os pais distraídos… tudo contrastava com o inferno que se abria bem diante dos meus olhos.
Então ela me viu.
abriu um sorriso enorme e largou tudo o que estava fazendo.
— Ju!