Leo Tudor
Quando a casa finalmente ficou em silêncio, percebi que havia algo errado comigo.
Eu não costumava agir assim. Nunca agi.
Fechei a porta do escritório com mais força do que o necessário e caminhei até a janela, encarando o jardim escuro lá fora. Londres seguia viva do lado de fora, mas dentro de mim havia um ruído constante, um incômodo que não cessava.
Por que eu estava tão irritado?
Por que aquela cena não saía da minha cabeça?
Passei a mão pelo rosto, cansado. Desde quando eu me e