Arianna caminhou pelo corredor escuro da cobertura, os pés descalços quase inaudíveis contra o piso frio de madeira escura. A camisola fina de algodão branco roçava nas coxas a cada passo, o tecido leve e fresco contra a pele ainda quente do sonho que a acordara mais cedo. O sonho de novo: David a beijando contra a parede, mãos grandes na cintura, boca descendo pelo pescoço, dedos entrando nela até ela gritar o nome dele. Acordara ofegante, o corpo latejando, a calcinha úmida, o coração disparado. Precisava de água. Só água. Pra esfriar a cabeça, o corpo, a vergonha que queimava no peito.
Só não imaginava que ao abrir a porta do quarto, encontraria seu chefe, o homem com qual ela tinha acabado de sonhar mais uma vez.
Ele queria falar com ela e isso a deixou ansiosa. Será que tinha feito algo de errado?
Não olhou para trás. Estava se segurando para não olhar.
A cozinha estava mergulhada na penumbra, só a luz azulada abaixo dos armários auperiores iluminando o balcão de mármore preto. O