Arianna ficou parada no meio do quarto de Ava, o silêncio caindo pesado depois que David saiu. A porta fechou com um clique suave, mas dentro dela o som reverberou como o bater de uma porta de ferro. Ava dormia tranquila no berço, o peitinho subindo e descendo em ritmo lento, o rostinho rosado iluminado pela luz suave do abajur de borboletas. O quarto ainda cheirava a talco, leite morno e ao perfume amadeirado dele que grudava na pele dela, nas roupas, no ar — uma lembrança física que não ia em