David viu Arianna ir para a cozinha, o corpo dela se afastando pelo corredor escuro, a camisola branca ondulando como uma sombra suave na penumbra. Ele respirou fundo, o ar fresco da varanda aberta enchendo os pulmões, ele observou o jeito que a camisola roçava na bunda dela, no rebolado sutil que fazia o tecido colar na pele, no fato de que ela poderia estar sem nada por baixo. O pau dele pulsou contra a toalha, endurecendo só de imaginar.
Ele passou a mão no rosto, tentando se acalmar. Foi no quarto de Ava, a porta entreaberta deixando escapar a luz suave do abajur de borboletas. A bebê dormia tranquila, o peitinho subindo e descendo em ritmo calmo, o rostinho rosado relaxado, os dedinhos fechados num punho pequeno. David encostou no batente, olhando ela por um momento longo. Ava. Sua filha. O motivo pra tudo aquilo ser errado. Mas também o motivo pra ele querer mais — querer uma família de verdade, querer Arianna não só como babá, mas como parte daquilo tudo.
Tomou a decisão ali, o